O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) iniciou, na manhã desta quinta-feira (5), uma greve no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma. A paralisação começou por volta das 7h e ocorre, segundo o sindicato, devido a atrasos no pagamento do complemento do piso da enfermagem, vale-alimentação, vale-transporte, FGTS e empréstimos consignados.
A mobilização foi antecedida por uma notificação formal encaminhada à direção do hospital. No dia 2 de fevereiro, o Sindisaúde publicou um ofício concedendo prazo de 72 horas para a regularização do complemento do piso da enfermagem e do vale-alimentação. No documento, a entidade alertava que os serviços poderiam ser paralisados por tempo indeterminado caso os valores não fossem quitados dentro do período estipulado.
O sindicato reforçou que, caso os pagamentos não fossem realizados até a quarta-feira (4), a greve poderia ter início a partir de quinta-feira. Com o fim do prazo sem a regularização apontada pela entidade sindical, a paralisação foi confirmada nesta quinta-feira.
Em nota, o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), gestor do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, informou que as pautas formalizadas pelo Sindisaúde como fundamento para a paralisação se referem ao complemento do piso da enfermagem e ao vale-alimentação.
Segundo o Instituto, ambos os itens já foram devidamente processados, não havendo pendências atuais relacionadas a esses pagamentos. O Ideas esclareceu ainda que o complemento do piso da enfermagem é custeado com recursos federais e que não houve atraso ou descumprimento da obrigação por parte da instituição. O vale-alimentação, conforme a nota, também teve o processamento financeiro realizado.
O Instituto afirmou que esses esclarecimentos já foram formalmente apresentados ao sindicato, com o encaminhamento de comprovantes que demonstrariam a regularidade das obrigações. Na nota, o Ideas destacou que mantém rotinas permanentes de controle e validação da folha de pagamento e reafirmou o compromisso com a legalidade, o diálogo institucional e a manutenção integral e segura da assistência à saúde.
Fonte;Nsc