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Ministério Público marca júri do feminicídio de Inara Karina Tribess em Jaraguá do Sul
Por Administrador
Publicado em 25/02/2026 04:35
Segurança

O Ministério Público de Santa Catarina agendou para o dia 19 de março de 2026, no Fórum da Comarca de Jaraguá do Sul, o Tribunal do Júri que analisará o feminicídio cometido contra Inara Karina Tribess, de 25 anos. Inara foi encontrada morta pela mãe, com sinais de estrangulamento, no dia 1º de maio de 2025. O crime teria ocorrido por volta das 5h, enquanto ela dormia. O principal suspeito é o então companheiro, que fugiu após o fato e foi preso em Luiz Alves. 

Em entrevista exclusiva, a mãe de Inara, Roseli, relembrou a vida da filha antes da violência: “Era um casal aparentemente normal, sem brigas. O problema veio depois que ele saiu do presídio, onde ficou um ano ou um ano e meio por tráfico. Ele começou com tornozeleira, ficou na minha casa até tirar. Depois que conseguiu a casa para eles, veio o ciúme, a bebedeira, as agressões. Ele batia nela, esganava, tudo na frente da criança. Ele pedia desculpas, prometia que nunca mais faria, mas continuava. Ele se colocava como vítima, dizia que era agredido, mas não contestava nada na delegacia”. 

Roseli relatou como encontrou o corpo: “Trabalhei até 5h30. Às 8h10, a mãe dele me mandou mensagem dizendo que ele deixou a criança lá e pediu para eu ir ver a Inara. Abri a porta, ela estava com o cobertor até os ombros, como se dormisse. Quando virei o rosto, vi a marca de esganadura no pescoço – um buraco. Ele agrediu ela na cozinha, caiu lá e levou pro quarto. Em cima da cama da criança ele cometeu o assassinato”, contou. Inara deixou três filhos; Roseli tem a guarda definitiva da neta mais nova, que completa quatro anos no próximo sábado (28). A criança presenciou parte das agressões e hoje tem crise de ansiedade, tomando remédio controlado para dormir. 

A família espera condenação máxima no júri. O réu responderá por feminicídio (art. 121, § 2º, VI e VII do Código Penal), com qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e violência doméstica. 

 

Fonte:Diário da Jaraguá

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