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Motorista de carreta “desgovernada” vira réu por 20 tentativas de homicídio em Chapecó
Por Administrador
Publicado em 05/03/2026 07:41
Trânsito

O motorista do caminhão que causou um acidente envolvendo outros 12 veículos em Chapecó se tornou réu e vai responder por tentativa de homicídio por 20 vezes. O acidente aconteceu no dia 30 de janeiro, na avenida Fernando Machado, e a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina foi aceita na última quinta-feira (26) pelo juízo da 1ª Vara Criminal da comarca de Chapecó, no Oeste.

 

O homem foi preso no mesmo dia do acidente e, depois teve a prisão convertida para preventiva. De acordo com o Tribunal de Justiça catarinense, ele responde criminalmente por homicídio simples, na forma tentada, por 20 vezes, em concurso formal, quando o agente, com uma única ação, pratica dois ou mais crimes.

 

Agora, serão ouvidas testemunhas, vítimas e o acusado. Depois, será decidido se ele irá a júri popular ou não. No processo, foram anexados vídeos que mostram o caminhão parado em Xaxim, a cerca de 30 quilômetros do local onde ocorreu o acidente, um dia antes. Naquele momento, o motorista estava tentando contornar um princípio de incêndio nos freios do veículo.

 

 

Mesmo após populares ajudarem a conter as chamas e o atendimento do Corpo de Bombeiros, o motorista decidiu seguir viagem.

 

— Ele assumiu o risco de matar pessoas. Graças a Deus não houve óbito nem vítimas com lesões graves — afirmou o delegado Elder Arruda Chaves.

 

O tacógrafo do caminhão também estava com a aferição do Inmetro desde 15 de agosto de 2025, sendo que a conferência deve ser feita a cada dois anos. O motorista é dono do caminhão, mas o veículo não possuía seguro.

 

 

No dia em que o acidente aconteceu, a careta estava carregada de compensados de madeira e desceu a avenida, considerada uma das mais movimentadas do município. 12 veículos parados no semáforo foram atingidos, com 20 pessoas feridas, segundo o Tribunal de Justiça.

 

O condutor realizou teste de alcoolemia, que teve resultado negativo para ingestão de álcool. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina. Agora, com a denúncia aceita, o processo tramita em segredo de Justiça.

 

Fonte;Nsc

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