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Polícia Civil orienta como identificar sinais de abuso infantil
Por Administrador
Publicado em 14/03/2026 07:32
Segurança

Mais de 210 casos de estupro de vulnerável foram registrados entre 2024 e 2025 na chamada Região Carbonífera, no sul de Santa Catarina. Os dados abrangem 12 municípios ligados à Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e apontam aumento nas denúncias, especialmente em Criciúma, onde os registros de violência contra crianças e adolescentes cresceram mais de 57%.

 

A faixa etária entre 10 e 13 anos concentra o maior número de ocorrências na região, com 85 casos registrados nos últimos dois anos. Outro dado que preocupa é o aumento de 26% nos casos envolvendo crianças de zero a cinco anos entre 2024 e 2025.

 

As estatísticas também mostram que 78% das vítimas são meninas.

 

Região reúne 12 municípios

A Região Carbonífera recebe esse nome por causa da histórica atividade de mineração de carvão, que marcou o desenvolvimento econômico local. Atualmente, os municípios da área atuam de forma conjunta por meio da Amrec.

 

Além de Criciúma, fazem parte da região os municípios de Cocal do Sul, Forquilhinha, Içara, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Orleans, Siderópolis, Treviso, Urussanga e Balneário Rincão.

 

Maioria dos abusadores é conhecida da vítima

Segundo a psicóloga policial Lilian Motta Gomes, um dos maiores desafios no combate a esse tipo de crime é quebrar o mito de que o agressor costuma ser um desconhecido.

 

A especialista, que atua na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), explica que na maioria dos casos o autor do abuso é alguém próximo da vítima, como pais, padrastos, vizinhos, professores ou líderes religiosos.

 

“São pessoas que possuem vínculo direto e de confiança com a criança e com a família”, afirma.

 

De acordo com a polícia, muitos abusadores se aproximam da família de forma estratégica, conquistando a confiança dos responsáveis e da criança por meses antes de iniciar a prática criminosa.

 

Mudanças de comportamento podem ser sinal de alerta

Especialistas alertam que a identificação precoce é uma das formas mais importantes de interromper o ciclo de violência.

 

Pais e responsáveis devem ficar atentos a mudanças repentinas no comportamento das crianças, como:

 

medo, pânico, isolamento ou mudanças bruscas de comportamento sem motivo aparente;

regressão de comportamento, quando a criança volta a apresentar atitudes de fases anteriores da vida;

sinais físicos, como marcas de agressão ou indícios de doenças sexualmente transmissíveis.

A psicóloga também destaca que não é necessário haver contato físico para que o abuso seja considerado crime. Forçar a criança a assistir vídeos pornográficos ou produzir fotos e gravações de conteúdo sexual também caracteriza violência.

 

Como denunciar

A Polícia Civil de Santa Catarina reforça que proteger crianças e adolescentes é responsabilidade de toda a sociedade.

 

Suspeitas de violência podem ser comunicadas diretamente às unidades da DPCAMI ou por meio de denúncia anônima pelo Disque 181, canal da Polícia Civil.

 

Fonte;Scc10

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