A categoria dos caminhoneiros vive momento de alta tensão no Brasil, em razão da disparada do preço do diesel — impulsionada pela escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, que afeta cerca de 20% do petróleo mundial. Cerca de 21 milhões de barris por dia. Até a noite do dia (17), não havia greve nacional oficial confirmada ou generalizada, mas o risco de mobilizações regionais e locais cresce rapidamente, com impacto potencial direto em Santa Catarina. No Sul do Brasil a insatisfação é maior em portos e regiões logísticas. Em Santa Catarina, caminhoneiros autônomos de Itajaí, Navegantes, Joinville e região Norte, anunciaram possível paralisação à partir desta quarta-feira (18) ou quinta-feira (19), com expectativa de adesão entre 60% e 70% na área (cerca de 3 mil caminhoneiros).
No Rio Grande do Sul e Paraná, a categoria também participa de articulações nacionais, com reuniões e ameaças de atos em portos e estradas, mas sem data fixa ou adesão massiva confirmada até agora. Lideranças divergem classificando os rumores como “especulação”, enquanto alas mais radicais defendem paralisação por tempo indeterminado. Os principais gatilhos são o reajuste abusivo do diesel, descumprimento do frete mínimo e falta de medidas efetivas do governo federal. O governo foi alertado há dias sobre o risco (inclusive em ano eleitoral) e anunciou pacote de subvenção de até R$ 0,64/litro no diesel, mas caminhoneiros afirmam que o alívio ainda não chegou às bombas. Se houver adesão significativa no Sul, especialistas alertam para desabastecimento em cadeia, com reflexos graves na economia regional. Nesta quinta-feira, às 12h, alguns grupos de caminhoneiros prometem fechar rodovias em todo o país.
Fonte: diariodajaragua