O pré-candidato ao Senado e ex-presidente do PT em Santa Catarina, Décio Lima, defendeu a formação de uma aliança ampla na candidatura da esquerda para o governo de Santa Catarina. Ele projetou a esperada definição dos nomes da chapa até abril, mês que marca alguns prazos como a necessidade de desincompatibilização de cargos públicos e filiação partidária.
As afirmações foram dadas em entrevista coletiva nesta segunda-feira (23) em evento do programa Acredita Sebrae, em Blumenau. Ao lado do campeão mundial Raí, que participa de eventos da instituição com empreendedores pelo país, Décio respondeu sobre as articulações partidárias neste período pré-eleitoral.
Décio foi questionado sobre a provável chapa da esquerda, que tem o nome dele especulado na corrida ao Senado e o do ex-deputado estadual Gelson Merisio como possível candidato ao governo — ele deve se filiar nesta semana ao PSB, com a bênção do vice-presidente Geraldo Alckmin. A ex-deputada estadual Ângela Albino, que neste mês trocou o PCdoB pelo PDT, é um nome especulado como possível vice.
O petista evitou assegurar os nomes da chapa, mas defendeu a aliança com nomes menos tradicionais da esquerda e com mais identificação com o Centro, como no caso de Gelson Merisio.
— É para justamente ganharmos a musculatura necessária a fim de produzir um resultado exitoso. Um resultado que eu já alcancei praticamente sozinho, e inclusive vocês [jornalistas] não acreditavam, de ter ido para o segundo turno, e garantir um senador, dois senadores que sejam à altura daquilo que o povo de SC precisa neste momento — defendeu Décio.
Em entrevista ao podcast Café nas Eleições, do NSC Total, Décio já havia afirmado que Merisio seria “o candidato do Lula” em SC na disputa eleitoral deste ano. Questionado sobre até quando os partidos da aliança devem bater o martelo sobre as candidaturas — confirmando interrogações como o dono da segunda vaga para o Senado, por exemplo —, Décio afirmou que as respostas podem surgir até o próximo mês.
— Acredito que no mês de abril essa ansiedade, principalmente da imprensa catarinense, que é natural e legítima, terá clareza do que vamos produzir como força política no nosso Estado — destacou.
Fonte;Nsc