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Renúncias e filiações: o que esperar da reta final da janela de mudanças para eleições em SC
Por Administrador
Publicado em 28/03/2026 17:39
Política

A reta final do prazo de desincompatibilização para quem deseja disputar as eleições movimenta a política catarinense nos próximos dias. Uma saída em bloco de secretários do primeiro escalão do governo Jorginho Mello (PL) que pretendem ser candidatos está prevista para ocorrer até o fim deste mês.

 

Além disso, sete deputados já aproveitaram o início da janela de transferência partidária, no dia 5 de março, para trocar de partido. Esse prazo de um mês é destinado a parlamentares que desejam mudar de sigla sem correrem risco de perder o mandato. Por fim, ao menos seis renúncias de prefeitos que pretendem concorrer a deputado ou ao governo estão confirmadas.

 

Uma das movimentações de destaque ocorreu na quinta-feira (26), quando João Rodrigues (PSD), confirmou a pré-candidatura com apoio do MDB, Progressistas e União Brasil. Os emedebistas terão a cadeira de vice, enquanto Esperidião Amin ficará com a indicação ao Senado Federal.

 

 

A legislação determina que secretários que ocupam cargos de primeiro escalão no governo e desejam concorrer nas eleições deixem o posto até 4 de abril, quando faltarão exatos seis meses para as eleições. Também é necessário que até esta data os pré-candidatos já estejam filiados ao partido pelo qual pretendem se candidatar. Embora ainda haja mais uma semana de prazo legal, o governo e a maioria dos partidos catarinenses informam que pretendem anunciar os movimentos até 30 de março.

 

 

As mudanças de partidos ou anúncios de pré-candidaturas indicam o que esperar da corrida pré-eleitoral e ajudam a definir os lados que os nomes devem tomar —- entre apoio a governo ou oposição, por exemplo. O pesquisador em Cultura Política da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Daniel Pinheiro, aponta que as mudanças sacramentadas nesta fase do calendário eleitoral revelam figuras que já estavam atuando no planejamento das campanhas, mas que ainda não estavam visíveis ao eleitor.

 

— Esta é a janela que o eleitor deveria olhar com carinho porque costumam aparecer alguns traços do que veremos na eleição. Ela permite que o eleitor avalie: essa troca do político rompe com a minha ideologia, com o que eu acreditava? — pontua.

 

Os prazos

Desincompatibilização: quem ocupa cargos públicos precisa, em regra geral, se afastar do cargo em até seis meses antes da eleição; há cargos que exigem prazos menores como três ou quatro meses antes da eleição;

Filiação partidária: requisito obrigatório para a candidatura, deve ser firmada em até seis meses antes da eleição;

Renúncia para chefes do Executivo: presidente, governadores e prefeitos precisam renunciar até seis meses antes da eleição se quiserem disputar outro cargo; para reeleição, não é preciso se afastar.

Secretários, deputados e mais prefeitos prestes a definir projetos

Uma das mudanças que deve ocorrer nos próximos dias é a saída de ao menos seis nomes de secretários do governo Jorginho. Eles devem ser candidatos a deputado federal ou estadual nas eleições e reforçar o projeto de busca pela reeleição.

 

A lista tem nomes como o ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (PL), que pretende concorrer a deputado federal, e os ex-prefeitos de Blumenau João Paulo Kleinübing e Mário Hildebrandt (PL), que devem concorrer a deputado federal e estadual, respectivamente.

 

Eles se juntam a outros dois nomes que já deixaram o governo no final de fevereiro: o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, pré-candidato a deputado estadual, e Kennedy Nunes, ex-titular da Casa Civil, que ainda não tem papel definido, mas pode concorrer a deputado ou ser suplente de senador na chapa de Jorginho.

 

Mudanças de partidos

Outra mudança que precisa ocorrer até 4 de abril é a filiação dos pré-candidatos ao partido pelos quais desejam concorrer. Com a janela de transferência partidária aberta no início de março, muitos deputados aproveitaram para assinar a ficha de filiação em novas legendas, de olho no projeto eleitoral. O PL do governador Jorginho Mello, por exemplo, filiou três deputados estaduais e ainda pode abrigar o deputado federal Ismael dos Santos, atualmente no PSD, mas que discute possível troca.

 

Outro nome que está a definir o futuro é o deputado Sergio Guimarães (União Brasil), que vem sendo sondado para se filiar a legendas próximas do grupo político de Jorginho, como Republicanos e Podemos, mas não definiu qual caminho seguirá.

 

Renúncias

Outras mudanças previstas são as renúncias de prefeitos que pretendem concorrer a outros cargos, exigência da legislação eleitoral. Os casos mais comentados são o do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), agora oficialmente candidato ao governo de SC, e do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), que será candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello.

 

No entanto, a corrida pela Assembleia Legislativa também motiva prefeitos de cidades menores a deixarem o posto para tentarem uma cadeira de deputado estadual em outubro.

 

Os prefeitos de Mafra, Emerson Maas (MDB) e de Biguaçu, Salmir da Silva (Republicanos), e a prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel (PL) são os três exemplos que já confirmaram a renúncia nos próximos dias para ficarem aptos a participar das eleições. Além deles, ao menos outros quatro nomes ainda avaliam renunciar para disputar cargos de deputado. O prefeito de Xaxim, Chico Folle (MDB), afirma que é pré-candidato a deputado estadual e já até lançou o projeto em evento no ano passado, mas afirma que vai aguardar a confirmação final do partido para sacramentar a renúncia, que precisa ocorrer até 4 de abril.

 

Em Concórdia, o prefeito Edilson Massocco (PL), que renunciou ao cargo de deputado em 2024 para concorrer à prefeitura, ainda cogita uma possível saída da cadeira de prefeito para tentar se eleger novamente deputado. Ele afirma que o projeto é um apelo da população da região, mas que ainda não tomou a decisão.

 

Em Itapiranga, o prefeito Alexandre Ribas (PL) era pré-candidato a deputado e tinha renúncia prevista, mas nas últimas semanas acertou com o governador Jorginho o lançamento da esposa dele, Flávia Müller Ribas, como pré-candidata e decidiu continuar na prefeitura.

 

Por fim, o Republicanos ainda tem dois prefeitos que estariam avaliando concorrer ou não a deputado — o presidente estadual da sigla, deputado Jorge Goetten, no entanto, prefere não divulgar os nomes e nem as regiões de origem.

 

— Eles estão avaliando os movimentos de outros candidatos nas suas regiões — resume.

 

 

 

Secretários de saída em SC

Jerry Comper (Infraestrutura), pré-candidato a deputado estadual

Fabrício Oliveira (Planejamento), pré-candidato a deputado federal

Mário Hildebrandt (Proteção e Defesa Civil), pré-candidato a deputado estadual

Silvio Dreveck (Indústria e Comércio), pré-candidato a deputado estadual

Tiago Frigo (Aquicultura e Pesca), pré-candidato a deputado estadual

João Paulo Kleinübing (diretor-financeiro do BRDE), pré-candidato a deputado federal

Já saíram no fim de fevereiro:

 

Ulisses Gabriel (ex-delegado-geral da PC), pré-candidato a deputado estadual

Beto Martins (Portos e Aeroportos), não será candidato a deputado, mas saiu no prazo para poder compor eventual chapa majoritária, caso haja essa definição

Kennedy Nunes (Casa Civil), possível candidato a suplente de senador na chapa de Jorginho

Trocas de partidos

Camilo Martins, deputado estadual (Podemos -> PL)

Geovania de Sá, deputada federal (PSDB -> Republicanos)

Jair Miotto, estadual (União Brasil -> PL)

Lucas Neves, estadual (Podemos -> Republicanos)

Marcos da Rosa, estadual (União Brasil -> PL)

Nilso Berlanda, estadual (PL -> PSD)

Vicente Caropreso, estadual (PSDB -> União Brasil)

Avaliando possível troca

 

Ismael dos Santos, federal (possível troca de PSD para PL)

Sérgio Guimarães, estadual (possível troca de União Brasil por Podemos ou Republicanos)

Renúncias

João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó, pré-candidato a governador

Quem assume a prefeitura: Valmor Scolari (PSD), atual vice-prefeito

Adriano Silva (Novo), prefeito de Joinville, pré-candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello

Quem assume a prefeitura: Rejane Gambin (Novo), atual vice-prefeita

Emerson Maas (MDB), prefeito de Mafra, pré-candidato a deputado estadual

Quem assume a prefeitura: Carlos Alberto Nitz (Republicanos)

Juliana Maciel (PL), prefeita de Canoinhas, pré-candidata a deputada estadual

Quem assume a prefeitura: Zenilda Lemos (União)

Salmir da Silva (Republicanos), prefeito de Biguaçu, pré-candidato a deputado estadual

Quem assume a prefeitura: Alexandre Souza (Podemos)

Arão Josino (Novo), prefeito de Ascurra, assumirá a Secretaria de Estado de Planejamento, a convite do governador Jorginho Mello, no lugar de Fabrício de Oliveira (PL), que deixa a pasta porque será candidato a deputado federal

Quem assume a prefeitura: Soires Trentini (PSD)

Avaliando possível renúncia

 

Chico Folle (MDB), prefeito de Xaxim que avalia possível candidatura a deputado estadual. Caso renuncie, quem assume a prefeitura é Ideraldo Sorgato (MDB)

Edilson Massocco (PL), prefeito de Concórdia que avalia possível candidatura a deputado estadual. Caso renuncie, quem assume a prefeitura é Fábio Ferri (PL)

Laerte Silva dos Santos (Podemos), prefeito de Jaguaruna que avalia possível candidatura a deputado estadual. Caso renuncie, quem assume a prefeitura é Henrique Fontana Boaventura (Podemos).

 

Fonte:Nsc

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