A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pinhalzinho. Os dois homens são acusados de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e desobediência.
O crime ocorreu em 20 de julho de 2026. Valdir era proprietário do imóvel ocupado pelos suspeitos. Conforme o Ministério Público, ele teria se desentendido com os inquilinos por causa do contrato de aluguel e de pagamentos atrasados. A acusação aponta que essa situação teria motivado a morte.
Ainda de acordo com o MPSC, Valdir morreu por asfixia mecânica provocada por estrangulamento. O corpo teria sido levado para os fundos da residência e colocado em uma cova algumas horas depois.
Quando foi encontrado pela Polícia Civil, o homem estava com as mãos e os pés amarrados. Uma corda também estava presa na boca e no pescoço.
Investigação apontou discussão por aluguel
A investigação começou depois que familiares registraram o desaparecimento de Valdir. Os policiais ouviram testemunhas, analisaram imagens de câmeras de segurança e reuniram laudos e outros elementos de prova.
Durante a apuração, a Polícia Civil identificou que Valdir havia discutido com os dois inquilinos por causa do aluguel. Depois desse episódio, ele foi até a residência onde os homens moravam e não foi mais visto.
O corpo foi localizado dias depois, enterrado em uma cova rasa no terreno. Os dois investigados foram presos em flagrante após a localização e, ao final do inquérito, foram indiciados pela morte e pela ocultação do cadáver. O relatório da investigação foi encaminhado ao Judiciário e ao Ministério Público.
Os homens também são acusados de desobediência. Segundo a denúncia, durante diligências realizadas cinco dias após o crime, um deles fugiu depois de receber uma ordem de parada. O outro teria resistido às determinações dos policiais.
O Ministério Público também solicitou que seja estabelecido um valor mínimo de R$ 200 mil para a reparação dos danos causados à família de Valdir, incluindo danos morais.
Fonte:Scc10