Uma mulher de 39 anos foi encontrada morta na manhã deste sábado (28), em uma residência no bairro Linha Batista, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. O companheiro dela, de 39 anos, foi preso horas depois.
A vítima do feminicídio foi identificada como Grasiela de Cândido. A Polícia Militar (PMSC) foi acionada por volta das 8h50, após familiares do suspeito relatarem que receberam uma ligação em que ele afirmava ter feito “algo grave”.
Os policiais se deslocaram até a residência e encontraram a vítima já sem sinais vitais em uma edificação nos fundos do terreno. Próximo ao corpo, foi localizada uma faca.
Mulher é morta em Criciúma
Segundo a Polícia Militar, a análise preliminar apontou que a causa da morte pode ter sido asfixia com uso de uma toalha.
O local foi isolado e os órgãos competentes foram acionados para perícia. Durante o atendimento, a guarnição foi informada que o suspeito havia se deslocado para outra região com o veículo da vítima.
Ele acabou se envolvendo em um acidente em Cocal do Sul, onde foi localizado e detido por outra guarnição da polícia. O homem recebeu atendimento hospitalar, sob custódia.
A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. As investigações seguem em andamento para o esclarecimento das circunstâncias do crime, com a realização de diligências e perícias técnicas.
Conforme relatos, o casal vinha apresentando desentendimentos recentes. Eles têm três filhos, que não estavam na casa no momento do crime.
Despedida
O velório de Grasiela de Cândido ocorreu na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, no bairro Linha Batista. O sepultamento será realizado neste domingo (29), às 17h, no cemitério do bairro Nova Brasília.
Penas
No Brasil, o crime de feminicídio tem pena de reclusão de 20 a 40 anos. A pena do feminicídio é aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado durante a gestação, na presença de filhos ou em descumprimento das medidas protetivas de urgência, entre outros agravantes.
Onde buscar ajuda
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, de forma gratuita e sigilosa. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Fonte:Scc10