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Imóveis vizinhos ao edifício Irajá são interditados
Por Administrador
Publicado em 18/04/2026 20:21
Geral

A Defesa Civil de Itajaí interditou uma casa vizinha e as garagens dos prédios nos fundos do edifício Irajá, que afundou e sofreu danos estruturais na quarta-feira à noite. A medida faz parte do isolamento do entorno e tem caráter preventivo, diante do risco de eventual desmoronamento do residencial. O edifício, já lacrado e evacuado, segue em colapso, com o avanço de rachaduras e da inclinação.

 

 

A situação do prédio foi discutida na tarde de quinta-feira, em reunião do município com várias secretarias, visando alinhar ações emergenciais e medidas para garantir a segurança dos moradores. A prefeitura destacou que o imóvel é de responsabilidade particular. Ainda assim, a Defesa Civil está notificando o dono para apresentar as providências que serão adotadas sobre o edifício.

 

 

 

Também foi realizada reunião com o proprietário, que foi orientado quanto às medidas necessárias. Não foi mencionado qual prazo será estabelecido para as ações. Mas o dono já recebeu o auto de interdição do prédio, prevendo uma série de exigências, como escoramento emergencial, retirada dos pertences dos moradores e outras ações de segurança.

 

O dono também já acionou uma equipe de engenharia pra dar início aos procedimentos técnicos. As equipes técnicas da prefeitura seguem no local para análise detalhada das condições estruturais. A área permanece isolada por medida de segurança. A Secretaria de Assistência Social segue prestando atendimento às famílias afetadas. Quatro moradores estão abrigados na Casa de Apoio, no São João.

 

As medidas do município buscam garantir condições seguras para que posteriormente os moradores possam, de forma controlada, fazer a retirada de pertences no prédio. Ainda na quinta-feira, o vice-prefeito Rubens Angioletti (PL), destacou que a entrada de moradores será permitida somente após o escoramento e a garantia de segurança.

 

 

 

Projetos do imóvel datam de 1975

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação disponibilizou os projetos do imóvel, com data de 1975, existentes nos arquivos da prefeitura. Os documentos vão dar suporte às equipes técnicas na elaboração de um plano de ação voltado à estabilização da estrutura e à definição das intervenções necessárias no prédio.

 

As causas do ocorrido serão apuradas pelos órgãos competentes, segundo a prefeitura. A Defesa Civil confirmou que 65 pessoas moravam no edifício, que conta com 16 apartamentos – um deles vago – em quatro andares. O imóvel pertence à família Müller, administrado pela empresa Irajá.

 

 

Moradores levantaram questionamentos se o prédio teria sido construído sobre o ribeirão da Caetana, a popular “vala do São Judas”, córrego hoje praticamente todo canalizado que corta a região. Pelo mapeamento municipal, o ribeirão, com trecho visível perto do camelódromo, passa mais à frente, na quadra entre as ruas Jacó Molleri, Almirante Barroso e Tijucas.

 

Fonte;Diarinho

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