A nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial em Minas Gerais, divulgada nesta sexta-feira (25), mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) em uma simulação de 2º turno das Eleições 2026. O senador aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 44%. A diferença de dois pontos percentuais, porém, está dentro da margem de erro de três pontos, o que caracteriza empate técnico entre os dois candidatos.
Na pesquisa anterior do Datafolha em Minas Gerais, divulgada em 12 de setembro, Lula tinha 46%, contra 45% de Flávio Bolsonaro. Agora, o cenário mostra Flávio numericamente à frente, enquanto Lula oscilou dois pontos para baixo.
Minas Gerais é considerado um “estado termômetro” das eleições presidenciais. Desde a primeira eleição direta para presidente após a ditadura militar, em 1989, todo candidato que venceu no estado também foi eleito presidente da República.
Veja o resultado da simulação de 2º turno
Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 45% em 12 de setembro)
Lula (PT): 44% (eram 46%)
Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 8%)
Indecisos: 1% (eram 1%)
Lula aparece numericamente à frente no 1º turno
No cenário de 1º turno, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. O presidente registra 39% das intenções de voto, contra 37% do senador. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os dois também estão tecnicamente empatados nesse cenário.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 37% e Flávio Bolsonaro, 35%. Os dois avançaram dois pontos percentuais.
Veja os números do 1º turno
Lula (PT): 39% (eram 37% em 12 de setembro)
Flávio Bolsonaro (PL): 37% (eram 35%)
Augusto Cury (Avante): 5% (eram 5%)
Romeu Zema (Novo): 4% (eram 5%)
Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 3%)
Renan Santos (Missão): 1% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (eram 2%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 1%)
Clariana Barão (DC): 0% (era 0%)
Leonardo Avalanche (PRTB): 0% (não constava nas pesquisas anteriores)
Edmilson Costa (PCB): 0% (era 0%)
Hertz Dias (PSTU): 0% (foi estimulado, mas não havia sido citado)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (era 0%)
Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 5%)
Indecisos: 3% (eram 5%)
Por que Minas Gerais é considerado um “estado termômetro”
O peso do levantamento também está relacionado ao histórico eleitoral de Minas Gerais, considerado um “estado pêndulo. Isso porque um candidato nunca venceu uma eleição presidencial no país sem também vencer em MG, desde 1989.
O estado reúne o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 16 milhões de eleitores inscritos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O mapa eleitoral mineiro reflete divisões presentes em outras regiões do país. O sul do estado e as divisas com São Paulo mantêm alinhamento com a região Sudeste, enquanto o norte e o Vale do Jequitinhonha apresentam dinâmica de votação próxima à do Nordeste.
Ficha técnica da pesquisa
A pesquisa Datafolha foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e ouviu 1.204 eleitores de 16 anos ou mais em Minas Gerais, entre os dias 22 e 24 de setembro de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06824/2026.
Fonte:Nsc